Sonnet 5: o preço não mudou, a sua conta vai mudar
O Sonnet 5 está tabelado nos mesmos $3/$15 do Sonnet 4.6, mas o `tokenizer` novo transforma a mesma entrada em até 1,35x mais `tokens` — e o desconto que esconde isso acaba em 31 de agosto de 2026. Aqui vão as especificações que decidem algo e a regra de roteamento que eu uso.
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Todo texto sobre o Sonnet 5 começa pelo preço: $3 por milhão de tokens de entrada, $15 de saída — exatamente o que o Sonnet 4.6 custava. Parece upgrade de graça. Não é, e o motivo está numa nota de rodapé: o Sonnet 5 vem com o tokenizer novo, e o próprio anúncio da Anthropic diz que a mesma entrada pode virar algo entre 1,0x e 1,35x mais tokens, dependendo do tipo de conteúdo. O preço por token ficou parado. A quantidade de tokens por tarefa subiu.
Hoje esse aumento está escondido pelo preço de lançamento de $2 / $10 por milhão — um desconto de 33% que cai quase exatamente em cima da inflação do tokenizer. Ele acaba em 31 de agosto de 2026. No dia 1º de setembro duas coisas se mexem juntas: a tarifa volta pra $3/$15 e você continua pagando mais tokens por tarefa do que o Sonnet 4.6 cobrava. Coloca essa data num calendário, não na memória.
As linhas da tabela que realmente decidem algo
O model id é claude-sonnet-5 — um snapshot fixo, não um apelido que se atualiza sozinho.
Context window: 1M detokens. A documentação traduz isso em ~555 mil palavras. O 1M do Sonnet 4.6 dava ~750 mil palavras, porque ele usava otokenizerantigo. Mesmo número na manchete, quase um quarto menos texto dentro da janela.- Saída máxima: 128 mil
tokensna Messages API; até 300 mil na Batch API, com o cabeçalhooutput-300k-2026-03-24embeta. - Latência comparativa: Fast. Só o Haiku 4.5 é mais rápido. O Opus 5 é Moderate e o Fable 5, Slower.
- Raciocínio:
adaptive thinking, sim. O antigothinking.type: "enabled", não. A profundidade você controla peloeffort. - Corte confiável de conhecimento: janeiro de 2026.
- Disponibilidade: é o modelo padrão nos planos Free e Pro. A leitura da Anthropic é que nenhum Sonnet anterior foi construído tão agêntico — ele planeja, dirige
browsere terminal e roda sem ninguém olhando.
Repara numa coisa: a própria documentação da Anthropic abre a página de modelos com "se você não sabe qual modelo usar, comece pelo Claude Opus 5". O padrão de quem só usa o app e a recomendação pra quem constrói são modelos diferentes. O Sonnet 5 é o que a maioria recebe; não é o que a documentação manda o dev pegar primeiro.
Onde o Sonnet 5 fica atrás de verdade
Corte de conhecimento em janeiro de 2026, contra maio de 2026 do Opus 5. Quatro meses de lançamentos de framework, mudanças de API e depreciações que o Sonnet 5 nunca viu. É o mesmo eixo que eu usei pra separar Opus 5 de Fable 5 — capacidade e atualidade são dimensões diferentes, e o modelo mais barato não é automaticamente o mais desatualizado. Aqui, por coincidência, é. Quando a resposta precisa sair da memória do próprio modelo sobre lançamentos recentes, preço deixa de ser o fator que decide.
O número que ninguém cita: cache read
Otimizar a tarifa base de entrada é olhar pro lugar errado. Em sessões longas de agente, quem manda são os cache reads — numa sessão de 404 turnos aqui no workspace eles foram cerca de 77% do gasto total: 75,9M de tokens lidos de cache contra 227 mil tokens de saída. Então a tarifa que decide a sua conta é a de leitura de cache:
- Sonnet 5 — $0,20 / MTok de
cache readno preço de lançamento, $0,30 no padrão - Opus 5 — $0,50 / MTok
- Fable 5 — $1,00 / MTok
O Sonnet 5 relê o seu contexto 2,5x mais barato que o Opus 5 e 5x mais barato que o Fable 5. Pra um agente que relê um CLAUDE.md grande, um mapa do repositório e um histórico que só cresce a cada turno, essa coluna sozinha já é o argumento inteiro. Duas pegadinhas: a escrita de cache de 5 minutos custa 1,25x a entrada base e se paga na primeira leitura, a de 1 hora custa 2x e precisa de duas leituras; e mudar o effort no meio da conversa joga fora o prefixo que estava em cache — então escolhe um nível por tipo de trabalho e mantém, em vez de variar dentro da mesma sessão.
O botão que quase todo mundo deixa no padrão
Na Claude API e no Claude Code, o effort do Sonnet 5 vem em high por padrão. A melhor frase de todo o lançamento está enterrada na documentação de effort: medium no Sonnet 5 é "comparável ao Claude Sonnet 4.6 em high". O teto da geração passada é o degrau de economia desta geração. A maior parte do trabalho rotineiro de agente nunca precisou de high.
# Sonnet 5 no ajuste barato-mas-ainda-forte
curl https://api.anthropic.com/v1/messages \
-H "x-api-key: $ANTHROPIC_API_KEY" \
-H "anthropic-version: 2023-06-01" \
-H "content-type: application/json" \
-d '{
"model": "claude-sonnet-5",
"max_tokens": 4096,
"messages": [{"role": "user", "content": "..."}],
"output_config": { "effort": "medium" }
}'
A outra ponta do botão é novidade num Sonnet: o xhigh, que o Sonnet 4.6 não suporta de jeito nenhum. A Anthropic reserva ele pra execuções agênticas de mais de 30 minutos, com orçamento de tokens na casa dos milhões. Ou seja: um modelo só agora cobre desde "classificador barato" até "rodada longa de código sem ninguém olhando" — e você troca de um pro outro mudando uma string, não o model id.
O ângulo de EM
Três coisas que valem virar configuração compartilhada em vez de hábito pessoal. Fixe claude-sonnet-5 no config em vez de confiar no padrão de cada superfície. Defina o effort de forma explícita na configuração dos seus agentes — medium pros ciclos rotineiros, xhigh só pras rodadas longas sem supervisão — porque "o que vier por padrão" nunca foi uma decisão que alguém tomou. E manda o volume que não é urgente pela Batch API, onde o Sonnet 5 sai a $1/$5 até 31 de agosto e $1,50/$7,50 depois: metade do preço em troca de aceitar assíncrono, o que a maioria dos backfills e rodadas de eval aceita tranquilo.
Hoje: pega uma tarefa que você roda sempre e roda ela duas vezes no claude-sonnet-5 — uma no high padrão e outra com effort: "medium" — e compara a contagem de tokens no bloco usage com a qualidade do resultado. Se o medium segurar, escreve isso na configuração dos seus agentes e deixa um lembrete pro dia 31 de agosto.
Fontes
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